Quarta, Março 10, 2010
   
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Democracia

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Num país onde todos têm direitos mais niguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.. Num país onde a maioria sucumbe divinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mais um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais(ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têmcomo único fim,o pagamento dos privilégios do poder.
No que se transformaram nossos congressistas Desde a volta da democracia ao Brasil enfrentamos muitos escândalos políticos, convivemos ano após ano com a corrupção (um presidente caiu por isso), mas sempre existiu um sentimento de que, uma vez descobertos, os culpados seriam punidos, o sistema político se fortaleceria e o país iria para a frente. Os últimos acontecimentos da República parecem mostrar que se instaurou em nossa classe política a soberba, o cinismo ou – o que é muito pior – o escárnio.
Depois da quebra de decoro parlamentar do deputado Edmar Moreira (aquele do castelo de R$ 25 milhões), Sérgio Moraes, do PTB gaúcho, houve por bem absolver o colega, antes mesmo de estudar as provas, antes de ouvir acusado e acusadores. Ele garantiu que não vê razão para condenar Moreira. A acusação: usava a verba indenizatória para pagar seguranças de sua própria empresa de segurança.

Moraes afirmou aos jornalistas que não estava preocupado com a repercussão negativa de uma absolvição prévia. Seu comentário: "Eu estou me lixando para a opinião pública. Até porque parte da opinião pública não acredita no que vocês escrevem". E tripudiou: "Vocês batem, mas a gente se reelege". É revoltante ver um representante da população se lixar para a opinião pública – afinal, é a opinião pública que elege ou deixa de eleger representantes. O papel da imprensa, e aqui se inclui a Revista da Semana, é ser um fiscal permanente do poder. Uma espécie de cão de guarda dos interesses do leitor. Cumprir esse papel em tempos em que nossos representantes demonstram tamanha pachorra em defender-se de acusações de desmando por vezes é desanimador. Mas é preciso perseverar. Carlos Drummond de Andrade, em seu poema O Elefante, conta como montava diligentemente seu elefante, que ia sendo destruído por todos ao longo do dia, para concluir com o mote: "Amanhã recomeço". Pois essa é a labuta da imprensa: evitar que o cinismo se instaure na classe dirigente e a apatia contagie a opinião pública.

Eles se divertem com a verba pública como se estivessem acima da lei e de todos, enquanto o povo se contenta com uma bolsa esmola ou com obras?super faturadas, obras essas que são realizadas com o dinheiro do próprio povo e que eles têm a obrigação deles realiza-las, afinal eles são eleitos justamente para administrar a cofre de união em pro do cidadão. Nenhum deles usou seu dinheiro nas obras, pelo contrario...

Vamos analisar nossos candidatos pelas suas atitudes, carater e que realmente queiram trabalhar para sociedade!